Que venha um sonho novo, então...




















Com o tempo você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor intimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifício  voluntário por algo mais pleno, mas grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas...Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão: Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono...Que venha um sonho novo, então...

Marla de Queiroz

Renuncia dolorosa...




















" Mais vale uma renuncia dolorosa, que permanecer onde seu coração está morrendo de inanição. A concessão sem limites, não é amor, é desespero. E tentar segurar com força alguém que dá indícios  de que está indo embora, é a forma mais humilhante de fazer com que ela alargue os próprios passos para longe. Ninguém pode restituir um amor que já foi embora - seria como tentar levar um punhado de água do mar para outra cidade na concha das mãos. A gente se apaixona pelo amor que o outro tem por ele mesmo, depois pelo amor que descobrimos por nós mesmos. Depois pelo encontro desses dois amores. Querer que o outro fique nunca impediu  que a porta fosse aberta e fechada logo depois, deixando apenas um rastro de perfume e um bocado de dor...

Marla de Queiroz

Orgulho, o arquiinimigo do perdão




Quem já não - ao ser tomado pelo ímpeto e na certeza de estar fazendo a coisa certa - feriu aquela pessoa com quem se convive? Seja numa resposta " atravessada " ou numa atitude grosseira contribuímos de alguma forma com a divisão ou o isolamento das amizades. Passado algum tempo, já com a " cabeça fria ", percebemos que procedemos de maneira equivocada - ferindo pessoas ou até mesmo nos ferindo.

Refletir sobre o nosso ato nos ajuda a perceber o momento em que agimos precipitadamente; e dessa reflexão vem o remorso, o qual nos prepara para o pedido de desculpas.

Reconhecer que fomos precipitados nos argumentos, significa, muitas vezes, humilhar-se e se fazer pequeno, reconhecer que errou. Perdoar ou liberar perdão não é ter " amnésia " sobre o ocorrido, mas sim, disponibilizar-se a restabelecer o relacionamento abalado.

Do remorso ao perdão a uma pequena distância, mas o espeço é grande o bastante para residir o orgulho. Sentimento este que nos tentará convencer de que o ato de se desculpar ou reconhecer seu erro é atitude dos fracos.

Por outro lado, infelizmente, há pessoas que não aceitam as nossas desculpas. Preferem romper com os laços afetivos em vez de crescer e amadurecer por meio dos exercícios apresentados pela vida.

Insistem em manter a irredutibilidade e a prepotência, que pensam possuir, em vez de dar o passo que romperá com as cadeias que as prendem. Talvez querendo cumprir a lei do " olho por olho, dente por dente ", esperam por um momento de revanche. Enquanto isso desperdiçam tempo e amargam seus dias, remoendo o que já está resolvido para aquele que se dispôs a se desculpar.

A vida é muito curta para se gastar o precioso tempo com comportamentos que não trazem a sustentabilidade de nossas convivências. Pedir ou conceder perdão não bos exige mais do que podemos aguentar. Sabemos de pessoas que gastam muito tempo buscando motivos para justificar suas infelizes atitudes, fazendo-se de injustiçadas, em vez de adotar gestos de humildade e agir de maneira diferente. Na verdade, elas são vítimas do orgulho, que mata pessoas e sentimentos!

Mais importante - do que lembrar que não devemos desculpar - seria fazer uso da faculdade de reflexão e reconhecer que ninguém está acima dos lapsos e erros. Pois aquele, que errou hoje, poderá ser você amanhã...

Não percamos tempo monopolizando picuinhas, ressentimentos ou retendo perdão. Se uma situação especial o faz refletir - levando-o ao ato da reconciliação -, peça ou dê perdão e continue a viver com a experiência adquirida.

Situações mal resolvidas afetam outras aréas de nossa vida. Talvez por isso existam ainda problemas não " equacionados " em nossas vidas pois, esses, são reflexos dos fragmentos dos " elos " que deixamos se perder ao longo do caminho.

Dado Moura





Na própria pele...















Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo convivendo com tantas perguntas que o tempo não respondeu e com a ausência de qualquer garantia de que ele ainda responda. É me sentir confortável, mesmo entendendo que as respostas que tenho mudarão, como tantas já mudaram, e que também mudarei como eu tanto já mudei.

Depois de tantas buscas, encontros, desencontro, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo sentindo que cada vez mais eu sei cada vez menos, e não saber, ao contrário do que já acreditei, pode nos fazer vislumbrar uma liberdade incrível, ás vezes. Tem saber que é nítida sabedoria, que fortalece, que faz clarear, mas tem saber que é apenas controle disfarçado, artifício do medo, armadilha da dona auto sabotagem.

Depois de tantas buscas, encontro, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo percebendo que a minha vida não tem lá tanta semelhança com o enredo que eu imaginei para ela na maior parte da jornada e que nem por isso é menos preciosa. É me sentir confortável, cabendo sem esforço e com a fluidez que eu souber, na única história que me é disponível, que é feita de capítulos inéditos, e que não está concluída: está que me foi ofertada e que, da forma que sei e não sei, eu vivo.

Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir. É me sentir confortável, mesmo sentindo uma saudade imensa de uma pátria, aparentemente utópica, onde os seus cidadãos tenham ternura, respeito e bondade, suficientes, para ajudar uns aos outros na tecelagem da paz e no desenho do caminho.

Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. Estarmos na nossa própria pele não é fácil e essa percepção é capaz de nos humanizar o bastante para nos aproximarmos com o coração do entendimento do quanto também não seria fácil estarmos na pele de nenhum outro. Por maiores que sejam as diferenças, as singularidades de cenário, não nos enganemos: toda gente é bem parecida com toda gente. Toda gente é promessa de florescimento, anseia por amor, costuma ter um medo absurdo e se atrapalhará beça nessa vida sem ensaio.

Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável o suficiente para cada vez mais encarar os desconfortos todos fugindo cada vez menos, sabendo que algumas coisas simplesmente são como são, e que eu não tenho nenhuma espécie de controle com relação ao que acontecerá comigo no tempo do parágrafo seguinte, da frase seguinte, da palavra seguinte. É me sentir confortável o suficiente para caminhar pela vida com um olhar que não envelhece, por mais que eu envelheça, e um coração corajoso, carregado de brotos de amor.

Ana Jácomo ( Fantástica Ana Jácomo )

Estimulo natural...














Quando tentamos muito convencer alguém de alguma coisa e não conseguimos, resta-nos, por questão de bom senso, nada mais fazer...Vontades, como amor, é um estímulo natural, jamais pode ser mendigado ou imposto.

Aila Sampaio


Sentimento...




Sei que andamos no tempo do " faz falta ".
Faz falta a boa amizade, a boa leitura, faz falta um sorriso de criança ( prenhe de esperanças ); faz falta até um sorriso senil quando brota gentil, num tempo em que, pela logica da vida, já não temos tanto a esperar.


Sentimentos fazem falta. Sentimentos para dividir, multiplicar, compartilhar. Somos tão acostumados as mesmas velhas trilhas, que sabotamos sentimentos de forma quase imperceptível, sem nos darmos conta de que poderemos não ter uma segunda chance para demonstrar.

Faz falta ( e como ) uma reflexão!
Faz falta a queda de duas lágrimas teimosas, destas que enroscam e rolam para dentro, principalmente quando são de saudades.

Faz falta uma chama acessa em algum lugar inesperado, quando nos achamos percorrendo algum labirinto sombrio da própria alma.

Faz falta aquela boa energia que nos aviva, aquela energia impar e calorosa que costumamos sentir na presença de nossos afins, aquelas pessoas que nosso coração costuma eleger espontaneamente.

Vez em quando até a fé faz falta, e mesmo sabendo que é um processo absolutamente humano e passageiro, faz falta ouvir alguém dizer que em breve a recuperaremos.

Faz muita falta quando não conseguimos " acessar " nossos entes queridos, seja pela distância geográfica, seja pela distância de " gerações "...e então baixamos os braços quentes de uma ternura doce, que esmaece por inobservância do destinatário.

Faz extrema falta a presença de nossos ancestrais, aqueles que nos precederam na grande travessia e levaram consigo uma parte viva de nós mesmos e da nossa história.

Sim, estamos no tempo do " faz falta ". O tempo, indiferente escapa cérele pelos vãos dos dedos, e ao mesmo tempo parece se arrastar demasiado lento, dando nos tempo de constatar o quanto necessitamos resgatar sentimentos.

Sentimentos que fazem falta...que fazem toda a diferença...Sentimentos que se multiplicam num tempo em que todas as circunstâncias parecem não colaborar.

Mas os sentimentos, quando articulados, são prêmios de Deus pelos quais sempre vale a pena viver e lutar.


Fátima Irene Pinto


Beijos com muito carinho e uma linda e abençoada semana a todos...


O sofrimento...
















O sofrimento é um bom professor para os que aprendem com ele rapidamente e ,de boa vontade, mas torna-se um tirano para os que resistem e se ressentem. O sofrimento pode nos ensinar quase tudo, suas lições nos estimulam a desenvolver discernimento, autocontrole, desapego, moralidade e consciência espiritual transcendente. Uma dor de estômago, por exemplo, nos diz par não comermos em excesso e prestamos atenção ao que comemos.
A dor resultante da perda de riquezas ou de pessoas queridas nos lembra a natureza temporária de todas as coisas neste mundo de ilusão. As consequências das ações errôneas nos impelem a exercitar o discernimento. Por que não aprender por meio da sabedoria? Dessa maneira você não se submeterá á dolorosa disciplina desnecessária desse rude capataz...O sofrimento.
" O sofrimento é causado pelo mau uso do livre-arbítrio. Deus nos deu o poder de aceitá-lo ou rejeitá-lo. Ele não quer que tenhamos de enfrentar infortúnios, mas não vai interferir quando optarmos por ações que levem á infelicidade."

Paramahansa Yogananda





A vida me ensinou...




















" A vida me ensinou...A dizer adeus ás pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração.
Sorrir ás pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças, sorrir forte quando os que amo estão com problemas, ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho, ouvir a todos que só precisam desabafar.
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Perdoar incondicionalmente...pois já precisei de perdão.
Amar incondicionalmente...pois também preciso de amor.
A alegrar a quem precisa...A pedir perdão...A sonhar acordado...A acordar para a realidade ( sempre que fosse necessário )...A aproveitar cada instante de felicidade.
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar...Me ensinou a ter olhos para " ver e ouvir estrelas ", embora nem sempre consiga entendê-las. A ver o encanto do por-do-sol.
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser.
A abrir as janelas para o amor...A não temer o futuro.
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin



Que Deus ouça as preces que lhe dirijo...





















" Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando estou mansidão e ternura. Quando estou contemplação e respeito. Quando as palavras fluem sem esforço algum, sem ensaio algum, articuladas e belas, do lugar em mim onde eu e Ele nos encontramos e brincamos de roda.
Quando nelas eu incluo as pessoas que têm nome e aquelas que desconheço existirem. E os meus amores. E os meus desafetos. E os bichos. E as plantas. E os mares. E as estrelas.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando o medo me acompanha sem que a coragem se ausente. Quando as coisas seguem o seu rumo sem que eu me preocupe em demasia com o destino desse movimento. Quando eu me sinto conectada com o amor e reverente á vida. Quando as lágrimas nascem apenas de um alegre e comovido sentimento de gratidão. Quando caminho com a rara confiança que só as crianças que ainda não doem costumam experimentar, já que, infelizmente, algumas começam a doer muito cedo.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando sou capaz de pressentir o sol mesmo atravessando uma longa noite escura. Quando posso cruzar desertos com a clara convicção de que a vida não é feita somente deles. Quando consigo olhar para todas as experiências, sem que aquelas que me desconcertam me impeçam de valorizar as que me encantam. Quando as tristezas que repentinamente me encontram não atrapalham a certeza da sua impermanência.

Que Deus ouça as preces que lhe dirijo quando amanheço revigorada e anoiteço tranquila. Quando consigo manter uma relação mais gentil com as lembranças difíceis que, ás vezes, ainda me assombram. Quando posso desfrutar do contentamento mesmo sabendo que existem problemas que aguardam eu me entender com  eles. Quando não peço nada além de força para prosseguir, por acreditar que, fortalecida, eu posso o que quiser, em Deus.

Mas eu desejo, profundamente, que Deus também ouça as preces que lhe dirijo quando eu não consigo elaborar prece alguma. Quando a dor é tão grande que minha fala não passa de um amaranhado de palavras confusas e desconexas que desenham um troço que nem eu entendo. Quando o medo me paralisa e perturba de tal forma que eu me encolho diante da vida feito um bicho acuado. Quando me enredo nas minhas emoções com tanta confusão que parece que aquele tempo não vai mais passar.


Que Deus ouça também as preces que lhe dirijo quando não consigo chorar e, mesmo depois de já ter chorado muito, tenho a sensação de ainda não ter chorado tudo. Quando me sinto exaurida e me entrego a esse cansaço completamente esquecida dos meus recursos. Há momentos em que a gente parece ignorar tudo o que pode nos ajudar a lidar melhor com os desafios. Há momentos, ainda, em que a gente se confunde sobre o local onde, de verdade, os desafios começam.

Que Deus ouça também as preces que lhe dirijo quando me parece que eu não acredito em mais nada. Quando sou incapaz de ver qualquer coisa além do foco onde coloco a minha dor. Quando não consigo articular meus pensamentos nem entrar em contato com alguma doçura que me faça lembrar das coisas que realmente nos movem. Quando não lhe dirijo nenhuma prece. Nem com palavras. Nem com  um sorriso enternecido quando dou de cara com uma flor. Com um pôr-de-sol. Com uma criança. Com uma lua cheia. Com o cheiro do mar. Com o riso bom de um amigo. Que ele me ouça com o seu ouvido amoroso e me acolha no seu coração, porque é exatamente nesses momentos que eu não consigo ouvi-lo. "

Ana Jácomo

A gente precisa é aprender a se reinventar...




















"... A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade. O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alivio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas.A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. E de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos. " 

Ana Jácomo

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